CCB avança no mercado internacional para exportação de produtos

Dentre as principais atuações internacionais do CCB está a recente parceria com a certificadora espanhola, o TCNA dos Estados Unidos e a Arábia Saudita

 Há mais de 20 anos trazendo qualidade ao setor da construção civil por todo o país, o Centro Cerâmico do Brasil (CCB) cresceu, ampliou o seu escopo de atuação e agora tem trabalhado também para alavancar o setor cerâmico na exportação de seus produtos.

Dentre as principais atuações internacionais do CCB está a recente parceria com a certificadora espanhola Aenor (Asociación Española de Normalización y Certificación) para execução das amostragens e ensaios conforme norma ISO 10545. Neste contexto, o CCB realizou a extensão de escopo de acreditação junto ao Inmetro para os ensaios:  ISO 10545-2, Ceramic tiles — Part 2: Determinação das dimensões e qualidade superficial; ISO 10545-3, Ceramic tiles — Part 3: Determinação da absorção de água, porosidade aparente, densidade relativa aparente e densidade aparente; ISO 10545-4, Ceramic tiles — Part 4: Determinação da carga de ruptura e módulo de resistência à flexão;  ISO 10545-6, Ceramic tiles — Part 6: Determinação da resistência à abrasão profunda para placas não esmaltadas; ISO 10545-7, Ceramic tiles — Part 7: Determinação da resistência à abrasão superficial de placas esmaltadas;  ISO 10545-8, Ceramic tiles — Part 8: Determinação da expansão térmica linear;  ISO 10545-10, Ceramic tiles — Part 10: Determinação da expansão por umidade;  ISO 10545-11, Ceramic tiles — Part 11: Determinação da resistência ao gretamento para placas esmaltadas;  ISO 10545-13, Ceramic tiles — Part 13: Determinação da resistência ao ataque químico e  ISO 10545-14, Ceramic tiles — Part 14: Determinação da resistência ao manchamento. “Com esta parceria, já ajudamos várias empresas tanto aqui da região como do sul do país a exportar seus produtos para o Equador”, explicou a superintendente do CCB, Ana Paula Menegazzo.

Apoiando a Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer), o CCB está participando de um interlaboratorial do ensaio de absorção de água (ASTM C 373) junto ao laboratório americano TCNA visando realizar a convergência regulatória para o aceite da certificação de porcelanatos pelos Estados Unidos.

Em paralelo, segundo Ana Paula, o CCB está solicitando a extensão de escopo junto ao Inmetro para os ensaios de Absorção Vácuo, Empeno,  Dimensões e Espessura, Retitude dos Lados, Resistência Mecânica, Resistência Química, Abrasão Superficial, Abrasão Profunda, Manchamento e DCOF Test – ANSI A 326.3. “Também fizemos uma parceria com a Anfacer e a Aspacer para adquirir dois equipamentos de extrema importância para a execução dos ensaios conforme a norma americana ASTM: o braço a laser, que terá o objetivo de realizar medidas dimensionais para a medição das características geométricas de placas cerâmicas em grandes formatos, e o BOT 3000E para a realização do DCOF Test “, falou Paula.

O CCB já receberá também os primeiros ensaios para exportação para a Arábia Saudita, que serão realizados conforme a ISO 10545.

LabCCB

CCB oferece novo ensaio de placas cerâmicas para revestimentos

Equipamento de congelamento é indicado para produtos que são destinados a utilização em baixas temperaturas, como em outros países, por exemplo

 Um novo equipamento foi instalado no CCB para oferecer aos clientes mais um ensaio de placas cerâmicas para revestimentos.

O equipamento de congelamento, que simula a exposição do produto a baixas temperaturas e a situações de gelo e degelo podendo atingir temperaturas de -20 graus Celsius a + 20 graus Celsius.

O ensaio será realizado conforme a norma NBR 13.818 – Anexo M ou ISO 10.545 parte 12. “Essas são as configurações padrões da máquina, mas ela aceita modificações permitindo fazer testes diferenciados conforme for a necessidade do cliente e a compatibilidade com ela “, disse o gestor da Qualidade do LabCCB, Fernando das Dores Silva.

Segundo ele, esse ensaio tem sido solicitado em alguns casos para as empresas que exportam para os Estados Unidos e também é indicado para produtos que são destinados a utilização em baixas temperaturas.

O LabCCB possui um amplo e moderno laboratório de ensaios de produtos e sistemas construtivos, com pessoal altamente qualificado, sendo acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro.

Atualmente o LabCCB faz parte da Rede de Desempenho em Edificações Habitacionais, formada pelos mais importantes laboratórios do país que formam uma rede de ICT’s para apoio às empresas na adequação da Norma de Desempenho NBR 15.575/13, por meio do Sistema Brasileiro de Tecnologia (SIBRATEC).

Confira a lista de ensaios oferecidos e realizados pelo CCB: http://www.ccb.org.br/laboratorios

O equipamento de congelamento simula a exposição do produto a baixas temperaturas
Esse ensaio tem sido solicitado em alguns casos para as empresas que exportam para os Estados Unidos

CCB oferecerá novos treinamentos às empresas a partir do próximo mês

O Centro Cerâmico do Brasil (CCB), visando o aprimoramento tecnológico e a evolução crescente da qualidade da indústria cerâmica, elaborou, para os meses de novembro e dezembro, novos treinamentos para auxiliar a capacitação de técnicos e funcionários do setor da indústria da construção civil.

Esses treinamentos serão voltados a gestores da qualidade de empresas certificadas e em processo de certificação; funcionários envolvidos na elaboração e revisão de documentos do sistema de gestão da qualidade, auditores internos que desejam se reciclar com base nas normas pertinentes, alta e média administração e estudantes e interessados no assunto.

O objetivo deles é proporcionar aos participantes o entendimento das ferramentas de gestão da qualidade, entre outros, com uma visão prática, através de uma abordagem essencialmente participativa e com a apresentação de modelos e dicas de aplicação.

Os treinamentos serão oferecidos pelo consultor do CCB, Jeferson Luiz Pinto e ministrados na própria sede o CCB.

O primeiro tema abordado será “Tratamento de Não Conformidades e Ações Corretivas”, a ser realizado no dia 28 de novembro (terça-feira), das 8 horas às 17 horas com uma hora de intervalo para refeição e 15 minutos em cada período . Segundo Jeferson, com base nas auditorias realizadas do segmento cerâmico, tem-se identificado dificuldades das empresas em responder as não conformidades provenientes das auditorias de sistema da qualidade. “Seja interna ou externa, bem como a de produtos”, disse.

Já em dezembro, no dias 12 e 13 (terça-feira e quarta), será proferida a palestra “MASP – Método de Análise e  Solução de Problemas”. “Nesse treinamento, aproveitamos e passamos noções básicas de algumas ferramentas da qualidade como Brainstorming,  Gráfico de  Pareto, Ishikawa, Plano de Ação 5w 2h, etc.”

Serão dois dias de curso nos horários das 8 horas às 17 horas, com uma hora de intervalo/refeição e 15 minutos em cada período.

O valor para cada treinamento por pessoa é R$ 480,00. Mais informações, bem com as inscrições podem ser feitas através do e-mail: [email protected]. As vagas são limitadas.

Revestimentos de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas serão temas de palestra do CCB no 16º Congresso do Sinduscon-MG

Nos dias 17 e 18 de outubro acontecerá o 16º Congresso do Sinduscon (Minas Gerais) de Materiais, Tecnologia e Sustentabilidade na Construção.

O Congresso é um evento tradicional no setor da construção mineira e objetiva reciclar os profissionais da cadeia produtiva da construção através de apresentações e debates, com foco em inovações tecnológicas, SiAC-PBQP-H, norma de desempenho, construção industrializada, placa cerâmica, meio ambiente, sustentabilidade e produtividade no setor.

No segundo dia, nesta quarta-feira, o engenheiro do CCB Mauricio Resende ministrará a palestra “Revestimentos de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante, segundo a NBR 13755”, às 15h50.

O evento acontecerá na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais – FIEMG (Av. do Contorno, 4456 – 4º Andar).

Mais informações sobre o Congresso, bem como as inscrições podem ser vistas NESTE LINK.

CCB é cadastrado como Instituição Técnica de Avaliação pelo Ministério das Cidades

 

O Centro Cerâmico do Brasil (CCB) garantiu mais uma conquista direcionada ao setor cerâmico e foi cadastrado como Instituição Técnica de Avaliação (ITA) junto ao Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), do Ministério das Cidades.

Hoje no país existem somente 10 ITA’s atuantes. São eles a Egis Engenharia e Consultoria (São Paulo), Concremat (São Paulo); Falcão Bauer (São Paulo); IPT (São Paulo); ITEP (Pernambuco); LACTEC (Paraná); Senai Criciúma; Tecomat (Recife); Tesis (São Paulo) e Unisinos (São Leopoldo/RS). E, agora, o CCB.

A conquista se sucedeu após realização da 28a Reunião Ordinária da Comissão Nacional do Sistema Nacional de Avaliação Técnica de Produtos Inovadores e Sistemas Convencionais (CN-SiNAT), no último dia 14 de setembro, cujo formulário de cadastramento foi apreciado com base em critérios de capacitação técnica, infraestrutura laboratorial, complementada pela visita técnica ao CCB no dia 24 de novembro de 2016.

A superintendente do CCB, Ana Paula Menegazzo, comemorou a conquista afirmando que o cadastro agora permitirá que o CCB avalie o desempenho de sistemas construtivos e produtos, fundamentados nas metodologias, requisitos e critérios da NBR 15575 e das diretrizes do SINAT, elaborando o Relatório de Avaliação Técnica e o Documento de Avaliácão Técnica (Datec). “Isso será muito importante para o setor, caso haja a decisão de estudarmos novos sistemas de assentamento, fachada ventilada, etc ”, ressaltou.

Sobre o Sinat

O Sistema Nacional de Aprovações Técnicas foi concebido dentro do PBQP-H para fim de mobilizar a comunidade técnica nacional para dar suporte à operacionalização de um conjunto de procedimentos reconhecido por toda a cadeia produtiva da construção civil, com o objetivo de avaliar novos produtos utilizados nos processos de construção.

A meta que mobiliza a comunidade técnica é o estímulo à inovação tecnológica, aumentando o leque de alternativas tecnológicas disponíveis para a produção habitacional, sem aumentar, todavia, o risco de insucesso no processo de inovação. Em resumo, busca-se aumentar a competitividade do setor produtivo. (Fonte:Ministério das Cidades)

CCB realiza auditoria de blocos cerâmicos em empresa no Rio do Sul

Na última segunda-feira (25/09), o CCB esteve na Cerâmica Princesa, na cidade Rio do Sul, em Santa Catarina, para acompanhar a amostragem realizada pelo laboratório SENAI Rio do Sul, cujo objetivo é validar os critérios de representatividade das amostras.

Nos dias seguintes, também foram realizadas as auditorias de manutenção na certificação de produtos/ blocos cerâmicos na mesma indústria avaliando a rastreabilidade dos controles do sistema de gestão da qualidade.

“Essas ações reforçam a credibilidade e a transparência do processo de certificação do CCB/INMETRO”, disse o consultor responsável pela auditoria, Anderson Vieira.

 

Terceira Reunião da Comissão de Estudo de Telhas Cerâmicas será no CCB

Participantes de diversas regiões do país e representantes de laboratórios, empresários, entidade de classe e consultores da área cerâmica participaram, no dia 19 de setembro, na Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi), da segunda Reunião da ABNT/CE-179:000.002, que fez parte do 46º Encontro Nacional da Indústria de Cerâmica Vermelha, um evento tradicional da Anicer.

A ABNT, como único Foro Nacional de Normalização, mediante a demanda de normalização no campo de cerâmica vermelha, criou essa Comissão de Estudo Telhas Cerâmicas para discutir e estabelecer, por consenso, regras, diretrizes ou características para o referido assunto.

Segundo o gerente de Certificação do CCB, Marcelo Dias Caridade, que também é coordenador da Comissão, o processo de revisão da norma 15.310 entrará na etapa de reavaliação das especificações técnicas e procedimentos de ensaios. “Até o momento, a discussão foi centrada na terminologia e requisitos”, afirmou.

A próxima reunião será realizada no dia 24 de outubro e, desta vez, no CCB. Na ocasião entrará em pauta a análise dos votos da Consulta Nacional do projeto NBR 15.270 – Componentes cerâmicos ─ Blocos e tijolos para alvenaria estrutural e de vedação e para alvenaria racionalizada, partes 1 e 2.

O gerente de Certificação do CCB e coordenador da Comissão, Marcelo Dias Caridade.

 

Comissão de Estudos da ABNT estuda revisão das normas de assentamento de placas cerâmicas

Dando continuidade às reuniões da Comissão de Estudo de Projeto e Execução de Revestimentos em Placas Cerâmicas (CE-002:109.010), criada pela ABNT, como único Foro Nacional de Normalização, mediante a demanda de normalização no campo de Procedimento e Execução de Placas cerâmicas, aconteceu ontem, em São Paulo, no Sindicato das Construtoras de São Paulo (Sinduscon/SP), mais uma reunião.

O objetivo dessa Comissão, em que o Centro Cerâmico do Brasil (CCB) também está participando, é discutir e estabelecer, por consenso, regras, diretrizes ou características para o referido assunto.

Nesta, estavam em pauta as normas: Revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante – Procedimento (ABNT NBR 13753); Revestimento de paredes internas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante – Procedimento (ABNT NBR 13754); Execução de piso com revestimento cerâmico – Procedimento, e ABNT NBR 8214  Assentamento de azulejos – Procedimento (ABNT NBR 9817).

De acordo com o engenheiro do CCB, Mauricio Resende, a revisão da norma dessa Comissão visa estabelecer as condições exigíveis para projeto, execução, fiscalização e recebimento de revestimentos de paredes internas com placas cerâmicas ou pastilhas assentadas com argamassa colante ou adesivo especial. “Além disso, a intenção é que o texto tenha um caráter orientativo, semelhante a um guia, para que o leitor possa encontrar informações e conhecimento para sanar suas dúvidas e tomar decisões frente à enorme variabilidade dos revestimentos”, disse Resende.

A normativa de projeto e instalação atualmente está em vigor desde 1996 e, segundo o secretário da Comissão e gerente da Portobello, Luiz Manetti, a desatualização é tão vasta que naquela época não existiam porcelanatos e placas de grandes formatos. “ Hoje o cenário é totalmente diferente, com novos tipos de estruturas, argamassas colantes e ferramentas de forma que as exceções viraram regra por uma ação natural do mercado consumidor. Por esse motivo, cada vez mais presenciamos a discrepância entre o que é prescrito e a realidade da instalação praticada nas obras, muitas vezes causando patologias significativas”, reforçou Manetti.

Além de receber uma atualização técnica, a norma está sendo escrita sob a coordenação do engenheiro civil, Fábio Villas Boas, com a participação de representantes do Sinduscon-SP, da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer), da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim), construtoras, empresas fabricantes de placas cerâmicas, empresas fabricantes de argamassas, entidades neutras e representantes dos consumidores, o que irá conferir uma maior aderência com a realidade de obra e, por conseqüência, uma maior facilidade de a mão- de- obra para conseguir se adequar a essa nova realidade. “Por fim, devemos ressaltar o ponto que marca uma nova fase muito positiva na parceria entre a Anfacer e o Sinduscon com o mesmo objetivo de melhorar a qualidade final das obras e, conseqüentemente, a satisfação de nosso cliente em comum: o morador”, salientou Manetti.

Para Villas Boas, as normas resultam de estudos consensuais e consolidados, baseados em ciência, tecnologia e experiência acumulada, e devem traduzir o estado da arte de um determinado tema, segundo a visão de todas as partes envolvidas em sua elaboração, representadas por consumidores, produtores e neutros, esta última, categoria formada por Universidades, Governo, laboratório, entre outras. “Para tanto, a revisão delas  é fundamental para a atualização tecnológica, segurança nas relações de consumo e otimização dos resultados de todo o setor. Além disso, o uso de revestimento cerâmico é amplamente disseminado no Brasil, para as mais diversas aplicações, entre elas, pisos, paredes, fachadas, piscinas, em toda a sorte de edificações, como: residências, comércio, indústria, hospitais, clubes, entre outras, o que confere enorme importância e responsabilidade, para que este trabalho seja levado expeditamente a bom termo, proporcionando aos consumidores, produtores de insumos, serviços e equipamentos, e ao mercado de construção em geral, o ambiente ideal para utilização deste nobre revestimento”, explicou.

Também participante das reuniões da Comissão, o engenheiro da Gail Service, Roberto Gonçalves Dias, salientou que como houve várias alterações no sistema construtivo, são necessárias atualizações, ajustes de alguns parâmetros técnicos e adaptações para atender a norma NBR 15.575. “ Já passou do tempo dela ser revista, pois foi editada há 20 anos, porém, temos que ter um cuidado e não diminuir o nível das exigências, nivelando os parâmetros para baixo, bem como não torná-la inexeqüível”, falou o profissional ressaltando que as atuais 13754 e 13753, são o foco desta revisão.

Somado a isso, o coordenador da Garantia da Qualidade, da Eliane Revestimentos, Anderson Patricio Ezequiel, esclareceu que “as placas cresceram de tamanho e exigem cuidados e insumos diferentes dos que aplicávamos no passado.”

A participação dos fabricantes de placas cerâmicas nesta Comissão é de extrema importância para a colaboração das discussões técnicas e reforça que a cadeia construtiva e a indústria cerâmica estão comprometidas com a qualidade do produto brasileiro e da construção civil.

 

 

 

ABNT realiza consulta pública de norma de revestimentos cerâmicos para paredes externas

Matéria publicada pela Revista Pini

Revisão da NBR 13755 torna obrigatória a criação de projetos específicos para fachadas

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb

16/Agosto/2017

Está em consulta pública até o dia 10 de setembro a revisão da NBR 13755 – Projeto e Execução de Revestimentos Cerâmicos de Fachadas e Paredes Externas com a Utilização de Argamassa Colante, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O texto, que passa a ter 63 páginas, altera itens como o índice de argamassa colante, emboço, fachadas e cerâmica.

Foto Revista Pini

Uma das principais mudanças foi a inclusão de uma subfaixa para o índice de argamassa colante para revestimentos cerâmicos entre 0,3 Mpa e 0,5 Mpa. “Essa faixa foi criada e ampliada para garantir maior durabilidade do revestimento. Foi criado esse novo ensaio para a resistência superficial do emboço, que deu uma margem maior de escolha ao projetista”, comentou, em entrevista para a Construção Mercado 190 (maio de 2017), Maurício Resende, secretário da comissão 189000-003 da ABNT e consultor técnico do Centro Cerâmico do Brasil.

A NBR 13755 também inclui recomendações para a criação de projetos de fachadas. “Detectamos que as fachadas devem ter projeto. Não precisa ser feito necessariamente por terceiros, mas por alguém internamente, na empresa, e que considere as melhores especificações de materiais e de procedimentos de execução e controle do revestimento”, diz Resende.

Houve mudança na limitação do tamanho da cerâmica, que era estabelecida em 440 cm². “Decidiu-se que o tamanho da cerâmica a ser usada na fachada ficará a critério dos projetistas, assim como o método construtivo de aplicação das peças. Imaginamos que, como vai ter um projetista pensando especialmente na fachada, não será preciso ter definições prévias dos tamanhos de cerâmica”, ressalta o consultor.

“Considero que a evolução da norma é significativa e trará excelentes resultados na prática. A mudança conceitual de uma norma restritiva e inflexível para um guia com considerações desde o projeto até o controle de execução, devem fazer da norma um documento técnico de grande utilidade no dia a dia”, afirma a gerente da Gail Cerâmica, Amanda de Andrade Neme.

Para participar da consulta pública, clique aqui e acesse o site da ABNT.

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Revisão da NBR 13755 produz manual para a concepção de revestimentos cerâmicos de fachadas