Revisão de norma aprovada permite ensaios com economia de energia e redução de custos

O  CCB recebeu nesta semana aprovação da Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro para atualização do seu escopo na norma ISO de determinação da absorção de água e porosidade

O Centro Cerâmico do Brasil (CCB) já está com o escopo atualizado para a nova versão da ISO 10545-3:2018 de determinação da absorção de água e porosidade.

A aprovação da atualização foi concedida nesta terça-feira (18/07), pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro.

A principal alteração da norma, que estava na sua versão de 1995, foi o método de ensaio que passou da opção de fervura ou vácuo para somente o método à vácuo, que consiste na impregnação das placas cerâmicas com água em uma câmara de vácuo.

De acordo com o gerente técnico do LabCCB, Fernando das Dores Silva, para o laboratório a mudança é muito benéfica. “O risco de acidentes com queimaduras reduzirá a zero neste ensaio, porque o manuseio das placas será mais simples, com agilidade na obtenção de resultados, pois o método prevê um ciclo de aproximadamente uma hora para o ensaio a vácuo enquanto para fervura era de seis horas”, falou.

O novo método também, segundo ele, é mais ecológico, pois a utilização de água para o ensaio a vácuo é menor. “Não é necessário o consumo de energia elétrica para ebulição da água e, devido ao tamanho dos corpos de prova, será possível otimizar o uso das estufas, reduzindo a demanda de energia para secagem”, explicou.

Essa mudança provavelmente desclassificará produtos que hoje estão no limite superior de suas classificações e isso gerará a necessidade de melhorias de processo nas empresas, embora a norma ainda não esteja valendo para o mercado interno. “É fundamental as empresas já se adequarem”, disse.

Alterações e benefícios

A mudança da ISO 10545-3:2018 torna o ensaio mais rigoroso, pois a absorção a vácuo, método definido pela nova revisão da norma, preenche quase todos os poros abertos, enquanto o método por fervura, ainda vigente na NBR, impregnará os poros abertos que são facilmente preenchidos.

Outra mudança relevante é a preparação dos corpos de prova. Esta nova versão prevê a realização do ensaio em partes das peças e não nela inteira. “Essa alteração também é positiva, pois utilizando mais a peça inteira e havendo diferença de densidade na placa, o ensaio irá mostrar, pois será utilizado uma parte aleatória da peça (em geral de 20 x 20 cm), ou seja, ora pode-se pegar uma parte com menos poros abertos e ora a parte com mais poros abertos, caso a peça esteja com problemas de densidade”, disse Silva.

Outro benefício, ainda de acordo com as explicações do gerente do LabCCB, é com relação ao volume de placas necessário para os testes, que atualmente são exigidas cinco placas inteiras, independente do formato. Com a mudança, serão exigidas placas de grandes formatos e menos peças, porém, mais corpos de prova de uma única peça. “Por exemplo, uma peça de 1,2 m x 1,2 m, serão necessários para a realização do ensaio três placas e, de cada placa, quatro corpos de prova. Isso gera uma redução de custos para as empresas, que economizarão 2,4 m² de um produto de alto valor agregado e, o frete para envio, também ficará mais acessível”, reforçou.

O escopo da acreditação se encontra disponível no site, cujo endereço é: http://www.inmetro.gov.br/laboratorios/rble.

 

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